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sábado, 28 de maio de 2011

O dia em que ficamos sem entender nada e sem a vaga

Eu iniciei o dia 04 de maio de 2011 escrevendo um post sobre o Once Caldas, referente ao título da Libertadores de 2004. Um título absurdo onde uma equipe frágil e excessivamente defensiva derrubou os favoritos São Paulo e Boca Jrs. e venceu a competição mais importante do continente. Provavelmente isso não vai acontecer novamente, mas na noite daquele mesmo dia, o Once Caldas surpreendeu novamente e mudou o rumo dos meus post. Resolvi deixar para depois a zebra de 2004 e ressaltar neste post a noite em que fui a Arena do Jacaré e vivenciei uma noite das mais surpreendentes desde que passei a acompanhar o futebol. Foi tão surpreendete que só agora consegui organizar minhas idéias e colocar neste post, que de imparcial não tem nada.

Era uma noite de quarta feira como qualquer outra, com jogos da Taça Libertadores e da Copa do Brasil. Como de costume fui a Arena do Jacaré para ver a partida do Cruzeiro pela competição sulamericana, contra o Once Caldas, da Colômbia. Assim como todos os que compareceram, estava crente da vitória. A primeira partida, em Manizales, foi 2x1 para a raposa, endosando a clara superioridade do time mineiro, franco favorito ao título. Já o Once Caldas não tinha patrocinador, estava em crise e só havia vencido uma partida na competição, justamente na última rodada da primeira fase, que lhe valeu a vaga.
A caminho do estádio e nos momento preliminares à partida, estavamos compenetrados em secar os adversários, o que vinha dando certo. Nem nos preocupávamos com um time que ia entrar em campo com Ortigoza e Ernesto Farias no ataque, substituindo a dupla de artilheiros Thiago Ribeiro e Wallyson, que contribuiram para a média de cinco gols por jogo em casa durante a primeira fase.



No decorrer da partida nos deparamos com uma situação inesperada. O Once Caldas dominou o primeiro tempo e perdeu chances claras de gol com Rentería aos 7 (ótima defesa de Fábio), aos 16 (chutando sobre o travessão) e aos 34 (chutando no travessão), enquanto o Cruzeiro só teve ums chance clara com Ortigoza, que perdeu um gol aos 45 do 1º tempo. O Cruzeiro, apático e sem articulação, ainda foi prejudicado pela expulsão de Roger, que em três faltas imbecis conseguiu levar dois amarelos e arrumar uma expulsão prematura, tudo isso aos 30 do 1º tempo. Mesmo com o primeiro tempo adverso ainda não passava pela cabeça de ninguém a eliminação. Muito pelo contrário, a expulsão de Roger estava sendo encarada como um desfalque para a partida contra o Santos nas quartas de final. O problema era que o Cruzeiro ainda não estava classificado.



O Cruzeiro voltou melhor para o segundo e perdeu um gol logo aos 7 minutos, com Ortigoza cabeceando para fora. Pouco tempo depois, aos 10 minutos o Once Caldas também perdeu um jogador expulso, quando Carbonero deu uma cotovelada em Henrique. Isso foi o suficiente para que a torcida inflamasse e o time partisse para cima dos colombianos.
Inacreditavelmente, aos 21 minutos o Once Caldas achou um gol numa cobrança de escanteio escanteio da direita, com Amaya, que subiu mais que todo mundo e cabeceou para o fundo do gol, sem chances para Fábio. Apesar do susto a torcida ainda acreditava que por mais absurdo que estivesse sendo aquilo, o Cruzeiro empataria e se classificaria. Pois foi com esse pensamento que a torcida viu os pouco menos de 50 torcedores colombianos comemorarem o segundo gol, aos 26 minutos. Depois do rebote, a bola sobrou para Moreno que chegou batendo forte e calando a torcida. Sim aconteceu. O time que chegou como o "Barcelona das Américas" estava sendo eliminado pelo inacreditável Once Caldas. O desespero tomou conta e só passou aos 37 minutos, quando Gilberto marcou um golaço, que classificaria o Cruzeiro. Classificaria. Ainda estava comemorando o gol quando alguém me avisou que o gol havia sido anulado. Definitivamente. Não era o dia do Cruzeiro. Pior do saber que não foi impedimento foi saber que o Cruzeiro, o time que vinha dando show estava perdendo para o até então horrível Once Caldas. Depois de uma presepada da defesa, Micolta quase marcou o terceiro. Era vergonhoso, indignante e ridículo. A torcida que só comemorou os gols do Libertad e do Peñarol voltou para casa perdida e sem entender o desastre que ocorreu.



O Cruzeiro deu seu maior vexame na história da Libertadores e foi eliminado por uma equipe muito inferior. Na minha opinião, a derrota pode ir pra conta de Pablo e Cuca. O lateral que vinha de ótimas exibições falhou nos dois gols e teve uma partida pífia. Cuca que antes da partida comemorava o fato do time não ter expulsões, além de não conseguir refazer o time desestruturado e entregue aos esquema 4-2-3-1 do Once Caldas, ainda agrediu bizarramente o atacante Rentería. Diante do mesmo Once Caldas que havia eliminado o seu São Paulo em 2004, Cuca saiu da Libertadores pela porta dos fundos.
O Once Caldas foi destaque no mundo todo pela vitória inacreditável e ainda fomentou uma série de piadas nas redes sociais naquela fatídica noite, onde quatro dos cinco brasileiros foram eliminados da competição mais importante das Américas. O time da Colômbia ainda tentou aprontar contra o Santos, mas não deu. Mesmo conseguindo empatar por 1x1 no Pacaembu, a derrota em casa por 1x0 no jogo de ida eliminou a zebra de Manizales.
Definitivamente prefiro não tentar entender o que aconteceu, pois afinal de contas essa é a graça do futebol. Mas que foi a derrota mais impressionante que já vi o Cruzeiro sofrer, isso foi.



FOTOS: diarioceleste.blogspot.com
futebolfalando.blogspot.com
lancenet.com.br
futebolasticos.blogspot.com

Cruzeiro 0 x 2 Once Caldas
Cruzeiro: Fábio, Pablo, Victorino, Gil, Gilberto, Marquinhos Paraná, Henrique (André Dias), Montillo, Roger, Farías (Everton), Ortigoza (Dudu). Técnico: Cuca.
Once Caldas: Martínez, Calle, Amaya, Henríquez, Núñez, Mejía, Hárrison Henao (Pajoy), Mirabaje (Cuero), Carbonero, Dayro Moreno (Micolta), Rentería. Técnico: Juan Carlos Osório.
Gols: Amaya aos 21 e Dayro Moreno aos 26 do 2º tempo
Cartões amarelos: Farías, Roger e Gil (CRU), Henríquez e Rentería (ONC).
Cartões vermelhos: Roger (CRU) e Carbonero (ONC).
Estádio: Arena do Jacaré, em Sete Lagoas (BRA).
Data: 04/04/2011.
Árbitro: Antonio Arias (PAR) Auxiliares: Nicolas Yegros (PAR) e Dario Gaona (PAR).
Público: 14.972 pagantes.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

A tragédia de Ibagué

Grandes craques do futebol merecem despedidas a altura da carreira vitoriosa que tiveram. Infelizmente alguns acabam encerrando a carreira de forma melancólica. Este post conta a história do jogo que acelerou o fim da carreira de Ronaldo Fenômeno, depois de uma das maiores zebras brasileiras na Libertadores; e é dedicado a amiga Lalá Maciel, que cantou essa pedra antes mesmo do segundo jogo. É Ronaldo, praga de cruzeirense pega.

A cidade de Ibagué, capital da música colombiana, teve o privilégio inesperado de ser palco da última partida como profissional de um dos maiores jogadores da história do futebol. O fim da carreira de Ronaldo Fenômeno já era esperado, mas ninguém contava com o fato dele vir acompanhado de uma zebra tão descabida como essa, que derrubou o sonho obsessivo dos corintianos pela Libertadores.



Com o apito final do árbitro e a consumação do desastre, todas as fragilidades do favorito Corínthians ficaram expostas e sua torcida mergulhou no desespero de mais um fracasso, descambando até mesmo para a violência.

O jogo de ida no Pacaembu foi de um time só. O Corínthians pressionou o tempo todo e não conseguiu sair do 0 x 0 e ainda viu o Tolima ter chances claras de matar o jogo. Pelo regulamento da Pré-Libertadores, bastava um empate com gols em Ibagué. Era muito pouco, mas resolveria. Quando começou o jogo em Ibagué, apesar das chances do Tolima, o Timão ainda dominou o primeiro tempo e manteve esse domínio até os 20 minutos do segundo tempo, quando Santoya fez o que os corintianos pensavam sem impossível.



As razões para que uma classificação dada como fácil chegasse a esse ponto foram várias. Afinal, além de desfalques, como o de Roberto Carlos, o time do Parque São Jorge entrou desfigurado. Tite escalou o time com três atacantes, com Jorge Henrique improvisado de meia, mesmo tendo armadores como Bruno César, Danilo e Ramirez no banco. Mas isso não apagou a aplicação do fraco time do Tolima, que teve como seu principal articulador o volante Chara, que deu origem as principais chances de gol. Pelo lado do Corinthians, a principal investida foi um chute de Ronaldo que obrigou Silva a fazer grande defesa. O Tolima deitou e rolou na linha de impedimento de uma defesa desentrosada e chegou ao segundo gol com Medina, e sacramentou o fim do sonho alvinegro. Era o fim do sonho corintiano de coseguir vencer a Libertadores. E quem diria, eliminado para o Tolima, sem expressão alguma, com uma folha salarial que só o salário de Ronaldo pagaria, e que, mais tarde, seria surrado pelo Cruzeiro na fase de grupos por 6x1.

A eliminação desarticulou o time do Parque São Jorge, Roberto Carlos partiu para a Rússia, após uma proposta milionária e Ronaldo se aposentou. O fim apático de um dos maiores jogadores da história do futebol marcou o início do ano 2011. É verdade que o Fenômeno não era mais o mesmo, mas ainda assim merecia um fim de carreira mais honroso do que uma eliminação sumária como a de Ibagué.

Imagens: rodrigol12.blogspot.com
paixaomundialfutebol.blogspot.com

Deportes Tolima 2 x 0 Corínthians
Deportes Tolima: Antony Silva; Vallejo, Julián Hurtado, Arrechea e Noguera; Diego Chará, Bolivar, Murillo (Piedrahita) e Castillo (Santoya); John Hurtado e Medina (Closa). Técnico: Hernán Torres.
Corínthians: Júlio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Edno); Ralf, Jucilei e Paulinho (Ramírez); Jorge Henrique, Ronaldo e Dentinho (Danilo). Técnico: Tite.
Gols: Santoya aos 21 e Medina aos 32 do 2º tempo
Cartões amarelos: Julián Hurtado, Murillo e Diego Chará (Deportes Tolima); Jorge Henrique, Leandro Castán e Jucilei (Corinthians).
Cartão vermelho: Ramirez (Corínthians).
Estádio: Manuel Murillo Toro, em Ibagué (COL).
Data: 02/02/2011.
Árbitro: Roberto Silvera (URU) Auxiliares: Mauricio Espinosa (URU) e Carlos Changala (URU).

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Cabañas e o novo Maracanazo

Olá, amigos.

Esse jogo ocorreu na Libertadores de 2008 e foi sem dúvida um daqueles jogos que você se pergunta se aconteceu mesmo. Naquela quarta, 7 de maio, eu estava voltei para a casa depois da derrota do meu time, Cruzeiro, para o Boca Jrs., por 2x1, e fui dormir, sem querer acompanhar o restante da rodada. No outro dia, entro nos sites de notícias e me deparo com essa notícia: "América elimina o Flamengo em dia de novo Maracanazo". Não acreditei naquilo, como muitos rubro-negros também não acreditaram.
Tratava-se do jogo de volta das oitavas-de-final da Taça Libertadores e o Flamengo era o franco favorito. Além de possuir uma das melhores campanhas da competição até então, havia vencido no México por 4x2, com exibição de gala do atacante Marcinho. Tudo encaminhado para a classificação. Já o time mexicano só permaneceu na competição graças a sensacionais defesas de seu goleiro Ochoa, que salvara o time na primeira fase e no primeiro jogo das oitavas.

O jogo do Maracanã ganhou clima de festa. Era a despedida de Joel Santana, que ia treinar a seleção da África do Sul, e também a festa de entrega das faixas de campeão do estadual, cuja a final havia sido três dias antes, com uma emocionante vitória sobre o Botafogo.
No começo do jogo apenas o Flamengo atacou, com jogadas de Kleberson e Juan pela esquerda. Souza perdeu um gol dentro da pequena área.
Então começou a brilhar a estrela da matador paraguaio Cabañas. Aos 20 minutos, num chute de fora da área, cheio de efeito abriu o placar para o América. O Flamengo continuou a dominar o jogo e Juan e principalmente Souza perderam boas chances.
A ansiedade tomou conta do time e a torcida se irritou. A defesa, desfalcada de Fábio Luciano, começou a falhar muito na saida de bola.
Mesmo desordenado o Flamengo atacava e aos 35 minutos, Ochoa operou um milagre na cabeçada de Souza. Pouco depois o Flamengo sofreria o segundo, numa boa jogada mexicana, onde Esqueda aproveitou-se de falha de Léo Moura na marcação e cobriu Bruno, ampliando para o América.

O Flamengo voltou para o segundo tempo muito tenso, e Obina veio pro jogo a pedido da torcida e pouco depois Diego Tardelli. O time voltou a pressionar e a perder muitas chances. Foram 20 minutos onde só o Flamengo atacou, mas era um gol perdido atrás do outro.

O golpe fatal veio aos 32 minutos. Uma falta de muito longe cobrada pelo "gordinho" Cabañas desviou na barreira e tirou as chances de defesa de Bruno. O final desordenado do Flamengo na partida ainda redeu a expulsão de Juan, após uma bolada em Cabañas, o herói da partida. Ele e o fantástico goleiro Ochoa levariam os mexicanos à semi-final, com um time regular, porém fraco.
E foi com Maracanã mudo e envergonhado que os flamenguistas se despediram de Joel. E da Libertadores.

FLAMENGO 0 x 3 AMÉRICA-MÉX
Flamengo: Bruno, Léo Moura, Leonardo, Ronaldo Angelim e Juan; Jaílton (Renato Augusto), Kléberson (Obina), Toró e Íbson; Marcinho e Souza (Diego Tardelli). Técnico: Joel Santana.
América-MÉX: Ochoa, Sanchez, Sebá e Rodrigues e Castro; Silva, Vila, Argüelo (Mosqueda) e Rojas; Esqueda (Inigo) e Cabañas (Higuaín). Técnico: Juan Antônio Luna.
Gols: Cabañas, aos 20 e Esqueda, aos 38 do 1º tempo; e Cabañas, aos 32 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Leonardo e Marcinho (Flamengo); Rodrigues, Rojas e Esqueda (América-MÉX).
Cartão vermelho: Juan (Flamengo)
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) Data: 07/05/2008.
Árbitro: Alfredo Intriago (CHI). Auxiliares: Juan Sedeño (PER) e Félix Badaraco (EQU).
Público: 47.115 pagantes

Segue abaixo o vídeo do Globo Esporte sobre o jogo. Confesso que adorei assisitir isso:

sábado, 18 de julho de 2009

"La Brujita" estava solta


Olá.

A primeira zebra que descrevo aqui é a mais recente e maior motivadora desse blog. Um jogo que tinha tudo para ser a celebração do tricampeonato do Cruzeiro na Taça Libertadores da América acabou entrando para o hall de frustrações do futebol brasileiro. Naquela noite de 15 de Julho de 2009, quase todos os 60 mil presentes no Mineirão, em Belo Horizonte esperavam pelo título do time celeste, pautados numa campanha fantástica.
Uma campanha de 9 vitórias, 2 empates e apenas uma única derrota (para o mesmo Estudiantes em La Plata, na primeira fase), colocou o Cruzeiro na decisão, com 21 gols a favor e 10 sofridos; tendo eliminado São Paulo e Grêmio fora de casa, com um futebol digno de campeão.
Não bastassem os números, o time azul arrancou um importante empate em 0x0 no estádio Ciudad de La Plata, que colocou a decisão no Mineirão, levando boa parte da torcida a creditar o título como certo, dada a superioridade técnica do time celeste.
Os dois jogos da decisão tiveram como pano de fundo a epidemia de gripe H1N1 na Argentina, que poderia até ser apresentada como causa da apatia do time do Cruzeiro, se não fosse isso uma enorme injúria com a realidade.
O que se viu no primeiro tempo da decisão foi um jogo nervoso, em que o Cruzeiro não jogou o seu futebol vistoso de outras partidas e o Estudiantes levou o jogo na catimba e teve até uma ou outra boa chance.
Verón, como de custume guiava o time, e o atacante "Gata" Fernandez desabava na área a cada ataque, tentando cavar uma expulsão.

O segundo tempo começou da mesma forma, mas numa das poucas jogadas de ataque concisas, o Cruzeiro abriu o placar, com um chute de Henrique que desviou no zagueiro e morreu no canto da arqueiro argentino. Confesso que me lembrei de 97.
O Mineirão ainda explodia de alegria, quando Verón lançou Cellay na ponta direita. Ele ganhou de Magrão na corrida e cruzou certeiro para Fernandez empatar no meio da zaga, cinco minutos depois do gol azul. O clima ficou tenso.
O time do Cruzeiro continuou omisso em campo e desordenado. O golpe fatal veio aos 27 minutos, quando Verón bateu escanteio na cabeça de Boselli, artilheiro da competição, que virou a partida. o Mineirão se calou e o time do Cruzeiro sentiu o golpe. Desordenado tentou atacar e tee até boas chances, como o chute de Tiago Ribeiro na trave e as duas bolas chutadas por cima, pelo próprio Tiago e por Tiago Heleno, após cobranças de escanteio.

O que se viu depois foi só desolação. O Estudiantes venceu por 2x1 e sagrou-se tetra-campeão, fazendo a alegria de sua torcida e mostrando que o clã dos "bruxos" da família Verón continua a aprontar das suas.

CRUZEIRO 1 x 2 ESTUDIANTES
Cruzeiro: Fábio, Jonathan, Leonardo Silva, Thiago Heleno e Gerson Magrão; Henrique, Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner (Athirson); Kléber e Wellington Paulista (Thiago Ribeiro). Técnico: Adilson Batista.
Estudiantes: Andújar, Cellay, Desábato, Schiavi e Germán Ré; Braña (Sánchez), Verón, Enzo Pérez e Benítez (Juan Manuel Díaz); Gastón Fernández (Calderón) e Boselli. Técnico: Alejandro Sabella.
Gols: Henrique, aos 7, Fernández, aos 12, e Boselli, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Kléber (Cruzeiro); Verón, Braña, Cellay, Sánchez (Estudiantes).
Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG) Data: 15/07/2009.
Árbitro: Carlos Chandía (CHI). Auxiliares: Patrício Basualto (CHI) e Francisco Mondría (CHI).
Público: 64.800 pagantes

Fotos: Globoesporte.com

E com grande tristeza que posto esse infeliz vídeo: